Falando francamente, duas guitarras não suprem a falta que meu velho violão me faz.
Ouvindo saudoso a bela "to
be with you" da banda-
jam Mr.
Big, uma voz vem a bramir, me incitando a comprar um novo violão, já que o meu antigo falecido (que
Hendrix o tenha,
rs) se encontra dependurado no quartinho de
bagunças, no porão de casa, depois de ser
descavaletado pela minha pessoa,
muahaha. Essa semana prometo a vossas senhorias que apreçarei um novo, de
náilon, porque o de aço que eu tinha fitado com desejos ardentes e perpétuos, no momento se encontra (devido à crise financeira mundial, sempre ela - bom que preços de instrumentos não sofrem influência da famigerada
gripe "a") fora do meu alcance financeiro, mas ainda não fora dos meus planos.
Como posso eu não ficar instigado ao ver coisas como o bom
mineirinho, cheio de
suingue musical, Pedro Morais - que é
designer, por sinal, executando com
maestria a cativante "terra
blue", ou a
brasileiríssima "e acabou"? ou assistir a algo do
Camelão, lembrando do
show, emocionante, (embora o álbum seja monótono e enjoativo pra cacete) tocando ao vivo, inspira. Ou ouvir o acústico do
Gilbert, e sua veloz "
scarified" como se tivesse esquecido que era um violão em sua mão. Ou ouvir o bom e velho
Zakk Wylde (desconsiderando o tenebroso destruidor de tímpanos
doom metal Black Label Society, claro) e sua pegada
southern (
a la Allman Brothers,
foda; e
Lynyrd Skynyrd,
foda +1) virtuosa,
copulentamente demonstrada em um dos meus álbuns favoritos,
Zakk Wylde's
Pride &
Glory. Genial, mãe.
Alguns exemplos dados, volto a quase-chorar olhando pra minha
Ibanez que, graças a uma configuração
maneirona que consegui
fuçando meu
GFX-1 (é, podem rir) me trouxe um timbre tal que, bem de longe, assim, bem de longe mesmo, lembra um violão (se só o captador do meio for
acionado, só assim). Se não fosse por isso, já teria gasto a mensalidade da
internet a fim de adquirir um daqueles clássicos, e voltar a "arranhar" coisas de
Djavan como antes...
Saudades d'aquele tempo...