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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Re-unir.

A cada fio partido
carícia quente
dor de saudade
me parte a mente
loucamente, nos faz voar
nossa hora
a badalar
cortando o vento
nosso momento
iniciar.
Queria ter palavras brandas
narrar o destino
unir nossos lençóis
beijar o futuro no rosto
pela sua graça ter
seria fosco todo amanhecer
de trás pra frente correr
nem bem querer, nem haveria de ser
seria pouco se não fosse você.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Carta.

Volto-me, perante a carta
pena fina e tinta fresca
negra, radiante
rabiscando acima dos sonhos
sublevante e ostensivo
sofregando de saudade:
saudades do teu sorriso - que o meu embala!
sincero,
singelo que dissipa
escuridão, gotas de dor
a fúria, o calor voraz
a vista daqui, sei
reservei; fiz mutirão
dancei à luz branda
conquistei cada afago do ar ao seu redor
pra saber, pra graduar
mensurando como quem trama
à fina grama do nosso (futuro) jardim reclama
pela ausência - seguida do brado
pela lacuna que tens me deixado
pelo marasmo de ser só, assim.